segunda-feira, 20 de março de 2017

A doceria dos bons partidos



Gente bonita tá mais fácil de encontrar hoje em dia não é mesmo? Está cada vez mais acessível encaixar-se nos padrões ditados pela hipocrisia social. Detalhe, é acessível, mas não é fácil. Um corpo bonito ou um rosto impecável são sorte de quem tem dinheiro ou uma genética valiosa, não se pode negar, a aceitação vem mais fácil, é um cartão de visita.


É comum chegar numa festa e reparar a quão diversificada ela está, não existe mais aquele grupo seleto de pessoas, podem até parecer visualmente, um cabelo arrumado, uma maquiagem bem posta, um adereço comum no guarda roupa, no corpo de um é comprada á vista, no de outros as parcelas estão a se perder de contagem, mas isso não importa, o fato é que a diversidade está ali presente, como em todos os outros lugares. Mas... Foco aqui no exemplo. A intenção é por o holofote em um só.

A loja de doces é a metáfora da vez, é como entrar num universo encantador e delicioso, onde os sentidos se aguçam, os olhos se enchem, e o paladar saliva para provar não um só, mas várias dessas delícias  que podem nos presentear com o  título de “guloso”. Aqui chegamos a vitrine que apesar de diversificada se divide em bandejas, tal como em outros estabelecimentos alimentícios. Um docinho de pessoa, um sonho de rapaz, uma rosca! Agora sim.

Ao que dizer desse tipo tão doce, que visualmente parece o melhor da lojinha, mas que é super inacessível? É uma espécie de leilão, leva quem der o maior lance, quem insistir mais, quem oferecer a melhor proposta. O mal das roscas é esse, são superestimadas, são colocadas num pedestal, com toda aquela propaganda dos que só a admiram, mas que um dia sonham em provar.

De fato um sorriso bonito e um balançar de cabelo encantador podem parecer a propaganda perfeita para qualquer pessoa que adora atenção. É como ser o último doce da loja, o único do grupo que se gaba de não pegar ninguém, o diferentão, a rosca.

Não é que não valha a lei da oferta e da procura aqui, mas quando o produto é bom ele se vende sozinho, não precisa dessa autopromoção, dessa autovalorização, desses “não me toques” . Vale lembrar, até os frutos, por  mais doces que sejam, também apodrecem.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Do Gênesis ao Apocalipse



Essa história começou a muito tempo atrás, mas ainda sim é tempo suficiente para poder lembrar, ou em outras palavras mais bem colocadas “ tempo suficiente para não ser esquecida”. Pode parecer rápida se lida momentaneamente, mas os fatos narrados são tão intensos quanto poderiam ser , se compararmos o espaço de tempo. Existem muitas explicações ilógicas do modo pelo qual nasce ( e morre) o amor entre duas pessoas, mas, esse não é um deles. É até bem fácil de entender.

No começo não havia nada, bom, no começo nem sempre há, mas as vezes tem, a nossa visão só precisar ser “clareada”, e assim mesmo acontece, é uma centelha mágica, é no impulso, no instinto, na troca de olhar, é naquela hora que o coração bate mais forte, é quando o rosto arde, quando a visão ofusca... e depois fica bem nítido. Faça-se a luz! E então podemos ver toda a beleza do mundo que antes não víamos.

Quem disse que o segundo dia não é igualmente lindo? Um passeio pra depois das 8, ou uma caminhada ao pôr do sol... Ver a lua e as estrelas, admirar o mar. Quem disse que não há beleza na simplicidade?

Passam, um dia, dois, três. Aprendemos um pouco do muito que há para saber, pisamos numa terra desconhecida, mas que vamos no incentivo do outro, descobrimos os gostos, os sabores, os prazeres, arriscamos uma surpresa para testar nosso instinto, investimos na conquista e aos poucos nossa intimidade é construída. É fascinante o nosso caminhar. É olhar para nossa vida por vezes tão mesquinha e suspirarmos: isso é bom! É pararmos no fim da noite para curtir essa anestesia presencial e agradecer:” Obrigado a você aí em cima”.

Não esperamos uma semana pra consumar o nosso desejo, já descobrimos o que provoca o outro, os bons gostos, e um lugarzinho especial onde tocar. É depois do quarto, quinto e sexto dia que percebemos o quão bom é estar junto,  O quão bom é não ser uma pessoa só, é quando chega a companhia, é quando vira companheiro(a).

Mas nem tudo são flores e sabores, pra todo bem existe um mal, pra todo prazer existe uma nova tentação, é difícil, as vezes a metáfora se aplica de diversas formas, mas não existem versos poéticos que curem um vacilo da gente. Vai um, dois, três. É aquele mal estar, é aquele peso, é aquela vergonha... Nosso amor foi sendo construído, mas vai acabando..


Não importa quanto tempo dure, ninguém presta atenção nos detalhezinhos da caminhada, ninguém nota o conserto das suas falhas. E não há marketing melhor que fim de relacionamento, é quando surgem as especulações, é uma guerra em que se escolhe um lado. Nem todo fim de namoro é grito e pancadaria, mas é confuso, é doloroso, é divisor. Um pro lado, outro para o outro, Deus e o diabo divididos por um capítulo final.  O bom e o mal, o traidor e o virtuoso. O certo e o errado.

sexta-feira, 3 de março de 2017

ACORDA, MARAVILHOSA!



Sono escasso, interrompido pelo som que vem lá de fora. Acorda, maravilhosa! É Carnaval! É sábado já, sexta a gente só conta apartir das 22, espera quem tem hora extra pra fazer. Vai Esperar o amigo chegar, espera, 1h, 2h, 3h. Espera até o outro dia, reúne a turma toda, é hora do show.

Vamos começar a simpatia, no hostel, na casa alugada, no cantinho amigo que te ofereceram, vamo beijar e abraçar todo mundo, nossa realidade dolorosa é pausada nesses dias cheio de cor, hora de usar nossas fantasias, hora de realizar nossas fantasias, hora de nos deixar levar por elas. É bonito, e como é... Dá pra ver de tudo, de anjos à demônios, de vampiros à princesas, de unicórnios em superpopulação à mexicanos de sombreiro. Parece um livro aberto, cada pessoa ali escreve uma linha, é uma história contada por todos, vivida pelo geral. É tempo de cantar em uma só voz, de correr atrás do trio, de subir nos paredões, e de cair deles também.

Caia sem classe nenhuma, mostre os fundos, rale seu braço, passe a noite na enfermaria, quase tudo é permitido e o limite ainda não foi passado.

Passado... volta e meia ele arruma uma jeito de voltar, as vezes dá um passeio pelo bloco, noutras é trazido por ele, beija bem, que mal tem?  Passado às vezes é o motivo dos choros depois de tantas doses, passado é como a gente fica depois de saber o que houve na noite anterior, passado aconteceu, e lá ficou.

É com grande alegria que nos desprendemos dos grilhões que atam nossos pés conscientemente presos, nos deixamos levar pela magia, pelo conto de fadas, pelo brilho, pelo amor todo, criamos vínculos familiares de 5 dias que nos acompanham pelo resto do ano. Temos amores de algumas horas, noutras vezes encontramos um para a vida toda, agradeçam os escorpianos que nascem 9 meses depois, é uma maravilha. Trocar número, trocar de roupa, tomar banho de chuva, cair na àgua do mar, beijar um desconhecido... Quem nunca? E quem sempre? Fica aí a lembrança, fica aí o desejo de quero mais, fica ai a saudade. A vontade de voltar perdura, é dolorosa, é bom lembrar que não se está linda só na segunda, mas no sábado e no domingo também, é uma beleza particular, diferente pra cada um.

Nossos devaneios nos acompanham depois da quarta-feira, e nos fazem suspirar “ ai que vontade de voltar..” , é uma vontade que perdura, não sai, é difícil, como o glitter, sempre vai sobrar um pouquinho no corpo, sempre vai ter um fiozinho de saudade.

A regra é esperar o ano que vem. O Carnaval nunca morre, ele sempre RESSUSCITA!

Acorda, maravilhosa. Hora de acordar pra vida, ela é real de novo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Uma dose diária de sofrimento


Ligamos o noticiário, saímos pelo centro da cidade, abrimos nossa carteira, e por ai vai. A  definição de cada um sobre o “sofrer” é bem pessoal, é pelo fato da conta não bater no fim do mês, ou porquê tem alguém muito querido no hospital, pode ser pela promoção perdida ou até mesmo pelo resultado do concurso.

A cada nova decepção a centelha da nossa desesperança cresce, é como um fogo pequeno, que vai sendo alimento pouco á pouco, até que chega num ponto tão quente quanto ardente, a cabeça é a prova, ela é a primeira a pedir um doril.

Dinheiro é sempre um problema, se falta foi mal administrado, se pagou tudo precisa economizar, se sobrou um pouquinho é porquê esqueceu alguma coisa, ora ,ora, administramos nossas finanças como satisfazemos nossas vontades, é quitar tudo, é comprar uma roupa. Qual sua prioridade?

Pros sensíveis de plantão é um choro diferente a cada nova tragédia, é toda sensibilidade com os miseráveis, é paixão intercalada com horários, 18, 19 e 21 da noite, vale relembrar o último capítulo.

Não questiono quem tem fé, mas é cada novo cristão que aparece nesses leitos de hospital que podia encher uma nova igreja. Não vamos julgar, quando a gente não pode fazer mais nada a gente pede pra quem pode, pode ser pra qualquer um, pode ser pra alguém especial. Feia é a dor dos outros, a nossa é horripilante, daqueles pesadelos ruins, daqueles que a gente torce pra uma hora acordar.

Pros amantes o sofrimento é passageiro, é uma saudade até a noite, é uma viagenzinha que separa, é uma briga boba, é um ciúme, é um erro , um descuido. Pros amantes o sofrimento é passageiro, é pedir desculpa, é dar uma segunda chance, é abraçar mesmo querendo sair correndo, é ter mais um pouquinho de paciência, é não jogar na cara.

Pra quem gosta assim pertinho é até bom, pode conversar, pode discutir, pode gritar e pode pedir desculpas depois. Pra quem tá assim perto é bom dizer de vez em quando “ você é muito lindo ,sabia?” e não é a parte de fora. É bom dizer, é bom ouvir. Afaga o corpo, acalma a alma, tira o stress.
Só entende o amor quem prova, quem sente o feedback, quem manda de volta. Pior é quem prova, quem gosta e depois sente falta. É um dose diária de sofrimento, quando o gostar é unilateral, quando o amor só floresce na gente. É bater na mesma tecla. É aceitar as mesmas desculpas, é perdoar sempre que possível. É terminar o namoro e cair na rotina, é procurar e sentir falta, é aceitar que o outro seguiu, é chorar sem pedir plateia, é sufocar sem nunca ter dito, é gostar em segredo, é se matar sem sequer ter morrido. Mas morre sim, amor é arma, a presença defende, a falta dele mata.

Pros amantes a dor é passageira: Acompanha, vai junto.


Nossa dor advém da nossa falta de esperança, dos nossos sonhos perdidos, das nossas dores alimentadas. Nossa dor é tipo identidade, gosto, genética. Só você pode ter, só você sabe como é. É como flor, sem cuidar murcha. E morre, mas...morre aos poucos. Essa é parte que dóis mais: É como a vida saindo da gente, é como a  esperança que se esvai.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Pra ser um bom namorado




Pra um inicio de conversa é uma pergunta que sempre pinta: o que um cara precisa ter pra te agradar? Ora, ora de imediato vem na nossa cabeça um espécime bem apessoado da cabeça aos pés, com detalhezinhos próprios que só agrade à nossa escolha. Pode ser um sorriso brilhante ou um olhar enigmático, ou então aquela balançada de cabelo digna de receber o status de Mc Dreammy, e talvez nem tanto, se tiver um corpo bacana tá ótimo.

Todo mundo quer um bom papo, todo mundo quer com quem conversar. As mulheres levam a fama de tagarela, mas pode-se observar  quanto português um homem possui quando o assunto é se gabar, sem economizar modéstia e nem meias palavras. Uma espécie de currículo que alguns insistem em recitar pausadamente cada bom atributo que carrega.

Nada de errado até ai, tem até quem goste. Mas... tem quem não goste também, vamos ficar espertos.A surpresa é sempre bem vinda.

O que atrai numa pessoa?
Essa porcentagem é importante, não se pode negar, cada resposta vai sendo contabilizada, é uma espécie de caderninho de anotações pessoal. Aparência um ponto, qualidades 1 ponto, defeitos -1 ponto, e assim vai a nossa matemática mental. Na contagem final contabiliza-se tudo, não se pode errar, bom avaliador repara até no intervalo em que as mensagens chegam no celular alheio, se tem muita gente querendo ou é muito ocupado, ou então tem outro encontro depois de te deixar em casa.

Quem gosta de putaria?
Safadeza é bom, e como é! Pra quem sabe fazê-la é melhor ainda! Um toque de malicia na hora certa é um aditivo pra saber como a historinha vai acabar, se for muito cedo dispensa-se até o convite pra sair. As pessoas tem decência ainda, bom, pelo menos um pouco, e é bom usar dela de vez em quando. Cancela esse ai!

É comum um jogo de perguntas e respostas, a gente quando conhece ( e se interessa) quer saber sempre mais, quer descobrir, quer participar, quer estar junto. Pra ser um bom namorado não é preciso mais do que interesse, no fundo deve ser só isso que precisa... Interesse
Pra primeira saída ,Interesse
Pro primeiro sexo, vontade.
Pros encontros casuais, tempo
Pra dizer o sim, disposição
Pra aceitar os erros, paciência.

Pra ser um bom namorado: (marque todas as alternativas acima)

domingo, 15 de janeiro de 2017

Indo direto ao ponto...



Sem vergonha e sem censura, são nomenclaturas bem uteis para definir a forma pela qual as relações são moldadas atualmente. É tudo uma questão imediatista. Quer-se consumir, penetrar, usar, gozar, tragar. Pegar e dizer tchau. Quer-se beijar, abraçar, apertar, morder, trocar. Detalhe: quer pra agora, pra ontem, pra já!

Assim mesmo, quem vive, sabe! É assim.

Receber atenção é tudo de bom, receber atenção de alguém interessante é melhor ainda. Mas não é difícil ver a apresentação de tanto pacote pecar no conteúdo, uma grande parcela de egos inflamados, que se autopromovem e nem são isso tudo. Uma conversa mostra muito mais que o clichê de “ uma imagem vale mais que mil palavras”. Uma  conversa pode mudar o rumo das coisas, uma conversa pode mostrar algo além do rostinho bonito, como também pode mostrar que na verdade era só aquilo mesmo. Uma conversa muda o rumo das coisas, pode ser de poucas palavras , um convite pruma foda bem boa, ou um papo descontraído de umas duas semanas, passada a timidez inicial, um convite pra ir ao cinema ver um novo filme de comédia. Assim as coisas são construídas, existe diálogo, noutras, a falta dele.

Estão acabando com o bom da coisa, estão transformando tudo em matéria, as pessoas viram coisas na medida que recebem um número de série. “Me passa o teu Whats”. E assim, viramos mais um número em meio a uma crescente lista, uma fila que aumenta e vai chamando os números de acordo com a necessidade.

Mas, preciso falar, as primeiras impressões vêm com um caráter singular de falta de educação, e nenhuma modéstia. Ser “prático” é a forma que gentilmente se suaviza  essa  “maneira de ser fácil”, de ser vulgar, antiético e indiscreto, traduz-se naquilo que  muitos falam, de ir “direto ao ponto.”

Na minha opinião, chegar “ao ponto”, varia. Vai com a necessidade, depende da vibe do momento, muda de acordo com a vontade, rejeita-se quando tem coisa melhor, enrola-se quando nada é certo. E por fim, decide-se: por influência da Essência.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Mais um fora pra conta!





Para bom observador, um fora já basta. Depois da primeira decepção é comum aquele período de latência para sentar e refletir ( um choro também pode acompanhar, nada impede). O importante é ficar atento às situações, e com um tempo você vai se adaptando bem à realidade, tirando a máscara de contos de fadas aparente, vai mudando a opinião sobre a beleza exterior, vez ou outra pode deixar-se levar, deixar-se seduzir, ou simplesmente não ligar a mínima pra isso tudo. A lição é : Observar.

Aqui vou colocar o seguinte esquema piramidal: Um sistema de castas

Na Índia, os relacionamentos se baseiam em critérios de seleção em que similar se envolve com similar, uma prática cultural que atravessa séculos de tradição. Na nossa realidade própria o sistema de castas leva em questão o mesmo princípio. Tangidos pela beleza e nível socioeconômico a nossa seleção se baseia em quem nos parece mais interessante, em quem se adequa ao nosso padrão. Chega de acreditar nas historinhas de : o que importa é o interior. Tem aquele lance meio que involuntário, é  esse reflexo que faz com que alguém chegue em você na balada e automaticamente receba um não, como também é o mesmo que te deixa inerte com relação a outros “ah, muito bonito, não dá pra mim...”. Não tem nenhum estudo que mostre isso, nem que prove essa teoria boba, mas na nossa cabeça é assim mesmo que acontece, é analise de nível, ou estamos, ou não estamos. Simples assim.
Se tem uma coisa que posso dizer que aprendi foi: a me pôr no meu lugar. Eu sei muito bem onde me cabe, seja momentaneamente, seja por um período maior, esse tipo de observação evita algumas situações chatas, e por vezes desagradáveis, é como saber recusar um convite para sair, ou ficar no meio de uma turma de amigos que não vai dar muita atenção a você. Nós sabemos o que podemos mudar dentro da nossa realidade, decidimos as escolhas que tomamos, já com os outros a coisa vai por um caminho diferente.

Por vezes nem é tão ruim assim, as coisas simples atraem bem mais. Bom xavecador sabe, não precisa se exibir com a marca da roupa. nem andar com as chaves do carro balançando à tiracolo, bom mesmo é quem chega assim do nada, que quebra o gelo com uma piadinha boba, mas não sem graça, que consegue tirar um riso seu, que fica no limite entre entre sensualidade e os bons modos. Se não der certo no fim pelo menos o tempo foi bem gasto. 

E digo mais, antes ficar só por opção, do que acompanhado por falta dela. A noite nem sempre é boa, mas a vida tem dessas, um dia se ganha, no outro... também. Procure o lado positivo disso tudo.


Se olhe no espelho. Respire, dê uma de louco (a), converse consigo e se responda: Quem realmente vai sair perdendo? Pergunta retórica. Não se engane, se reinvente, parta pra outra, chore o que tiver que chorar, tome um porre, bata fotos, cante bem alto. Tem gente que realmente não vale o esforço.