quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fica só entre a gente tá?

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-Tudo bem. Senta aí. Eu vou te contar tudo...

Quando vamos nos abrir para os nossos amigos não fazemos cerimônia nenhuma, depois de tanto protelar, de pensar só, nós recorremos pra quem nos dê suporte, pra alguém que seja nosso “ ponto de apoio”. É até bom, nosso ciclo de amizade pode parecer pequeno, mas a rede que nos liga uns aos outros é sempre necessária pra movimentar as informações, sempre tem “alguém que conhece alguém”, sempre tem “um amigo que soube”, nunca estamos seguros quando o assunto é segredo, pelo menos duas pessoas sabem, e sendo assim uma hora ou outra uma delas solta.

Durante muitos momentos da nossa vida ouvimos a célebre frase “fica só entre a gente tá?”. Cá entre nós, quem nunca ouviu que atire a primeira pedra. Seja o que for, é um segredo, é um lance proibido, é um pacto, ou seja lá como se chama, vários são os nomes que mascaram a mentira. Criamos casinhos que não passam de duas semanas, temos encontros escondidos que “ninguém pode saber”, bebemos sem ter idade, beijamos a pessoa errada, quebramos a nossa cara.. Muitas são as coisas que queremos esconder, que não queremos que se torne público. Mas existe uma rede por trás disso tudo, o boca a boca  sai mais eficiente que qualquer rede social, e o que não se sabe ao certo, se aumenta.. e como aumenta. Esses segredos são como cicatrizes.. Feitas uma vez, vão carregadas conosco por uma vida toda.

Somos bem resolvidos quanto à história de “Quem come quieto, come duas vezes”. ( Só um exemplo pra ilustrar) mas as vezes nem isso. Existe  gente muito boa sim! Tendo cuidado, tendo zelo com a gente, tendo preocupação.. Quem tem uma dessa por perto.. Uau! Parabéns, não espere ir embora pra percebe-la  .Às vezes nos acomodamos demais, queremos algo a mais, mas não agradecemos o que temos. Assim como os bons, também tem gente que não vale muita coisa. Enrolar, fazer pouco caso, ou mostrar pouco interesse parece se fazer necessário pra conseguir o que quer, o “ser fácil” não pode entrar em cogitação. Ahh não pode! Não vamos falar de família, não vamos adentrar em assuntos pessoais, isso sensibiliza demais a relação. Não, claro que não... Vamos ser o mais mecânicos possíveis, vamos ver até onde a pessoa  aguenta, vamos testar o interesse. Ligar no dia seguinte, mandar uma mensagem, volta e meia perguntar como está não é regra social, é educação. Ou melhor, é cuidado.

Cuidado, é melhor ter. Dois sentidos levam ao entendimento disso, mas um é bem claro, quem não cuida, perde. E outra, às vezes é bem melhor perder, mas a gente não se dá conta, até que deixa de fazer parte da nossa vida. Como uma sombra, a gente vê que é até bom que criamos distância das pessoas “erradas”. Saudades? Só se for da época que não as conhecia. O “Fica só entre a gente” continua, a boca segue fechada. E ainda bem! Com o tempo a gente vê que é até melhor não se associar esse tipo de gente.


Cuidado também com os nossos “amigos”, com os nossos relacionamentos de “para sempre”, com os nossos “Eu te amo” da  boca pra fora, certas coisas vem a ser verdadeiras só sendo sentidas, quem é próximo conhece, quem é “de casa” nota, quem fica perto pergunta. Quem quer seu bem senta e escuta, abraça e conforta, e aquilo fica só entre vocês, sem a necessidade de contrato verbal.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O dia dos Mortos Vivos

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Segundo a Wikipédia ,No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 31 de outubro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos. Aqui no Brasil nós também temos essa tradição, a de prestar homenagem póstuma à quem nos deixou. É um momento de esquecer, ou pelo menos... tentar. Diferentemente do México, a nossa cultura apresenta uma particularidade única, e outra característica bem parecida, de forma análoga, os mortos vez ou outra voltam para se fazerem presentes, ora se não é pra nos deixar felizes, é para trazer tudo aquilo que deixamos “enterrado” junto com eles. Mas os defuntos daqui vem treinados com dizeres já conhecidos, e algum momento nós somos abordados com um simples e assustador “ E ai , Sumida(o)!”.Supresa macabra, provoca calafrios e um mix de sensações já adormecidas, poucas coisas nos abalam tanto quando a volta desses que vamos chamar de “mortos-vivos”.

Já é de conhecimento geral pra quem viveu situação assim, é sempre alguém que vem em momentos espaçados, só esperando oportunidade pra encher o saco. Sem poupar argumentos, enche o saco sim! Dos mais diversos tipos, de pessoas que não se tocam até gente inconveniente, apresentando sempre uma falta de bom senso. Ninguém sabe como, nem porquê, mas os fantasmas da nossa vida volta e meia voltam para nos assombrar, tem uma voz mansa que se assemelha à um sussurro, tem uma proposta boa, uma saudade quase que passional, uma voltade louca de reencontro.  Fantasmas não existem, ok! Mas “ Vamo ver um filme lá em casa?”. Porra! ( risos) tem história melhor não? Vamo variar né? Mas no cursinho intensivo de gente cafajeste a lição é a mesma, o papinho também não muda, é um flecha que só troca de alvo, funciona em quem acerta, não muda de força, intensidade, não muda de tática. Aliás, não muda nunca.

Ser grosseiro(a) é inevitável, a resposta do “Eita, me mata logo” é imediata. Aiai.. Como nós queremos, como  nós tentamos, como nós falhamos. É uma espécie de sarna mal curada, que tem um alívio momentâneo, mas depois parece querer voltar sempre que esquecemos dela. Gente desse tipo que é que nem praga, aliás, não é igual praga não, porque ela mata, e nem isso a gente consegue. Vamos lá, explicando: Não é grosseria, não é “charme”, Não é ocupação. É desinteresse. Gente desinteressante, desinteressa a gente! E se tempo é questão de prioridade até ficar em casa sábado à noite se torna mais interessante.

Um recado pra quem chega: Oi, seja bem vindo(a).

Um recado pra quem está: Permaneça, você não vai se arrepender.

Um recado pra quem vai: Boa sorte..

Um recado pra quem retorna: Não se dê ao trabalho. Não precisa nem voltar


Simples assim, com seriedade, um pouco de bom humor, e um apanhado de amor próprio. Assim vamos levando nossos dias. Pros finados que vez ou outra aparecem, ai meu filho, vai à moda antiga mesmo. Só com muita reza!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

BIBIDI-BOBIDI-BÚ ( QUANDO A MÁGICA ACONTECE)


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Dizer que temos um pouco de magia dentro de nós soa bem infantil aos ouvidos dos céticos. Tem aqueles que não entendem um ‘abracadabra’ , um ‘shazam’ , ‘um bibidi-bobidi-boo’, como também tem aqueles que não precisam de uma palavra pra fazer a magia acontecer, e em verdade ela está presente das mais diversas formas na nossa vida. Todo sábado à noite é uma promessa pessoal, uma chance pra fazer a mágica acontecer, arrumamos nosso cabelo semanalmente rebeldes, resolvemos caprichar no visual, colocar aquele perfume... Quem disse que não existe magia na sedução? Os seduzidos que o digam. É como feitiço, um sábado a noite ou uma saída comum, não sabemos o nosso poder interior até vemos o efeito que ele provoca.

Escolhe-se o sábado, mas pode ser uma sexta, uma terça no karaokê , um quarta de cerveja em promoção, não importa, foi o dia que deu certo, ou o dia em que o cupido estava de bom humor.( alguém tem que levar o crédito, ou a culpa). Na real diz-se cupido que a pra mágica já começar a acontecer, mas pode-se dar diversos nomes pra esse tipo de encontro, uns chamam de acaso, outros de destino, alguns preferem crer na teoria do “amor a primeira vista”, ou simplesmente nessa novidade que muita gente chama de “crushar”, o que no fim quer dizer a mesma coisa , foi como disse Shakespeare em outro momento “Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume..”

Não limita os acontecimentos seguintes. Chamamos de jogo da sedução  ou flerte, algumas etapas que são facilmente passadas, nenhum elo fraco suporta desinteresse, que é a “meia-noite” de todo romance, pra dar certo tem mesmo que passar dali, tem que estender as horas, tem que pedir o telefone, tem que ligar no dia seguinte, tem que dar certa prioridade. Nesse mundo em que nós temos um,dois, três contatos semanais, o momento da entrega à um só é uma questão de tempo. É nesse momento que a gente ( e digo a gente porquê eu aceito a mágica quando ela vem) não deixa aquele momento ser só no sábado a noite, não, não. Esse momento se prolonga, se estende pro domingo à noite, pra segunda à tarde, pra terça pela manhã... É quando existe alguém que vira hábito, mas não uma obrigação, existe a necessidade de cultivar, como as plantas precisam de água diariamente, nossos sentimentos precisam sempre de cuidado. E cuidado é a forma mais bela de atenção, e atenção é como uma droga, viciante, mas com doses singelas de cura, um remédio que vai fazendo bem. E quem disse que isso também não é mágica?

Não sabemos o que temos até utilizarmos, não sabemos o poder do nosso abraço, do nosso beijo, das nossas palavras, até que alguém nos beija, nos abraça, nos escuta, é quando nós vemos que a mágica existe em todo lugar e de uma forma especial ela acalenta nossos antigos sonhos infantis, aqueles que terminam em felizes para sempre.
 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O QUE O SEU SIGNO DIZ SOBRE VOCÊ?



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A impulsividade de Áries, a paciência de Touro, a animação de Gêmeos e mais essa lista completa que termina na criatividade de Peixes, uma verdadeira odisseia de sentidos, um surreal mundo de interpretação, um complexo estado de alienação( ou não). Um mundo à parte, que pra uns é visível e pra outros nem tanto, todo mundo tem uma válvula de escape. 12 signos, 12 horas pro dia e outras 12 pra noite, 12 meses por ano, tantos números pra tentar explicar o que pode levar uma vida sem o encontro dessas respostas. O que seu signo diz sobre você?

É engraçado como nos deixamos levar pelas pistas que norteiam nosso futuro, que brincam com nossas vidas, que nos identificam em meio a tantos. Nos permitimos deixar acreditar em uma ideia geral sobre nosso próprio ser. Não é errado. A ideia de ser compreendido é absurdamente tentadora, nos pegamos bem fiéis aos símbolos da nossa imaginação, não só signos, esses são só um caso á parte, porque nem sempre nos sentimos parte do nosso “grupinho celeste”, mas os símbolos são aqueles que nos identificam e diferencia.

Com a zoroastria buscamos respostas, respostas que muitas vezes não temos, mas que soltamos com um simples “ é coisa do signo”, serve pra dar satisfação. Satisfação essa que todo mundo pede, de forma involuntária, como uma invenção social pra aproximar, e aproximação imediata. Não queremos só as perguntas, queremos respostas, e queremos pra já, queremos saber em que investir , e no que não devemos perder tempo, nós queremos toda essa reação instantânea ,pra poder nos entender, queremos o horóscopo diário pra ter o que dizer, ou melhor, pra ter o que responder.

Seu signo fala sobre o amor, a fortuna, e o trabalho. Aqui vai uma dica, que pode aparecer em todo fim de jornal com a data do dia: Trabalho é difícil pra quem o subestima, veja ele como um desafio e descubra o seu melhor, dinheiro é bom, mas acumulo não é sinônimo de conforto, pense bem. Amor é presente, mas não daqueles que se ganha, mas um presente que deve ser vivido todo dia, não se busca o amor, mas se aceita o que vier, ele é bonito em todas as suas formas .Não se perde por aceitar o que vem de bom grado. O que o seu signo diz sobre você? Bom... Basicamente o dia em que as velhinhas serão sopradas, sorte de quem estiver com você até lá...




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Entre Quatro Paredes


Na nossa listinha pessoal de coisas "à fazer" sempre tem uma cota reservada para "uma aventura perigosa". Pode notar, fazer algo arriscado tem presença fixa na nossa lista, seja pela dose de adrenalina, ou simplesmente pela satisfação pessoal de ter feito. Foi-se  o tempo de buzinar a campainha e sair correndo, o negócio é mais em cima ( ou mais embaixo ) , a brincadeira  se tornou mais perigosa, e cá entre nós: a ideia do proibido ser mais gostoso é sempre verdade.

Com o tempo a gente cresce e aprende como entrar no jogo, é tudo uma fase, nosso crescimento vai chegando aos poucos, é como dizer que “vai pra casa da amiga”, ou dar aquela “rapidinha” no carro ,  espécies de figurinha que todo mundo precisa ter no seu álbum de vida. Vista permitida só pra que é bem próximo (ou às vezes nem isso).Um jogo, um segredo, quando ninguém pode saber é tudo uma delícia, é como um prazer a mais. São das regras que pedem voto de silêncio, que soltam aqueles " fica só entre a gente”.

Mas não perde nunca esse teor de brincadeira, vivemos sempre no escuro tateando por algo que nos tire dessa cegueira temporária, procurando alguém que nos guie, talvez isso explique bem a expressão “confiar de olhos fechados”. O segredo é confiança. Ou nem sempre...


Nossa ideia do que fica entre quatro paredes é quase sempre a de insistir em algo bem proibido, mas nem é isso, nossas paredes se limitam dentro da nossa realidade. Pra uns as paredes significam uma boa foda, um segredo que ninguém pode saber, um fetiche, um desejo que só se consuma sozinho. Pra outros pode ser simplesmente a necessidade de um abraço, de alguém que chegue e diga “ vem cá eu te ajudo”, de alguém que faça diferente, que saiba do seu íntimo, que chegue devagarzinho, que interprete bem sua intimidade. A beleza do segredo é que ele não é um espetáculo( e ainda bem). Já existe plateia demais na vida da gente

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Por quê nos vemos tão trouxas?




Das experiências que a vida traz, nenhuma ensina mais que a decepção. Pode ver, não há vitória ou conquista, não há dias de saúde que sejam louvados como os  preocupantes de doença. Poucas são as lembranças boas, claro ,são intensas, são perfeitas, são dos dias que a gente lembra com uma nostalgia louvável, são daquelas que se equiparam às nossas piores lembranças. São as que não saem das nossas cabeças, que são aprendidas uma vez, mas são lembradas infinitas vezes.

Difícil não ter um caso pra contar. Chegue pra alguém e pergunte: Qual a sua maior decepção? Muitos vão lembrar de uma vez terem falhado em algo, de não ter dito, de não ter feito, de não ter ido. O “não” é como o fantasma que volta e meia nos assombra. É  o bicho papão que se transforma naquilo que só assusta a cada um, que transforma um momento bom em um ruim, que te leva de feliz a triste. Que esmaga os sonhos. É como quando a gente dorme, a decepção é como um bicho papão, ela te tira do “mundo dos sonhos” e te traz  pro “mundo real.”

Quem nunca sofreu por amor? Que a tire a primeira pedra.  Rejeição é algo difícil de superar, é como pensar que sempre tem alguém melhor que você, que você não está a altura, que você é só mais um. É uma tristeza se sentir comum, é por isso que a decepção vem. E isso ocorre sempre que dá. Felicidade parece ser um prêmio difícil de se conseguir, volta e meia a gente para e se compara “ mas poxa, tem tanta gente que tem isso tão fácil... NÃO É JUSTO”. Quem somos nós pra dizer o que é justo? Que poder nós temos de escrever nossa história? Com todo esse livre arbítrio ( que poucos sabem usar) menos ainda entendem o quão difícil é crescer. Mas o que é crescer? “Crescer” pra muita gente é deixar de ser trouxa. É estar tão acima do erro alheio que nada pode te atingir.  

 Mas não se engane, nesse eterno gira-gira da vida é notável ver que um dia um fica por cima e outro por baixo, ser trouxa é tão comum quanto verdadeiro. Talvez seja o momento que estamos mais vulneráveis, é quando a gente acredita que tudo vai dar certo de novo. É quando a gente se pega olhando o celular de minuto em minuto pra saber se a mensagem chegou. É não dormir à noite achando que a ligação vai vir. É esperar ansiosamente pelo encontro e ele “dar pra trás”. É ser trocada por outro em meio a festa. É esperar alguém que foi pra longe e não vai voltar.

Tem quem confunda, e experiências tristes todos tem pra contar. Tem muita gente que foi deixada, tem muitas mais que foram traídas, tem gente que pede só um pouquinho de atenção, que espera uma conversa amigável no fim do dia, tem gente que liga e quer um amigo, e não alguém que só faça sexo e vire pro lado, tem gente que precisa de algo mais que dinheiro, tem gente que precisa de saúde e tem aqueles que só precisam de uma segunda chance.


Pois uma coisa seja dita. Tem muita gente trouxa sim. Tem muita gente que ainda acredita no amor. Tem muita gente que perdoa. Tem muita gente que dá uma chance, duas , três... Tem muita gente que acredita na caridade, que ainda vê fé na união de um casal. Existe  muita gente trouxa sim, e todo dia a cota aumenta, é sinal que existe algo que vem se perdendo a muito tempo: compaixão. E isso não nos faz melhor que ninguém, mas diferente de muitos. Compaixão não diminui, é como a procura incessante de cada um, é o que devemos buscar, o crescimento, mas não o do egocentrismo, do achismo ou qualquer coisa do tipo, o crescimento maior é a capacidade de resiliência. Dizem que o que não te mata te faz mais forte, pois use desse pensamento pra crescer. Assim como as plantas precisam aguentar tempestades para ver as flores, nós precisamos suportar as tribulações para ver nosso crescimento. E Se pra isso acontecer você precisar ser “ trouxa” seja. Perdoe, ame, peça desculpa, tente uma, duas, três vezes. O mundo anda muito mecânico, falta doçura. Falta leveza...

segunda-feira, 4 de julho de 2016

UMA DÁDIVA: IMPERFEIÇÃO



“Quando era bem pequeno, alguém lhe disse que era bom e o mundo era bom e que tudo seria bom. Aí a serpente lhe deu uma maçã podre, mas você definiu que não pode aceitar algo ruim. Nem num suflê, nem numa maçã e principalmente, numa pessoa.”

Essa é uma frase marcante do filme Pegando Fogo, estrelado pelo brilhante Bradley Cooper. No filme em questão ele vive Adam, um Chef de cozinha que após cometer erros do passado tenta extrair o máximo de si, e dos outros com quem trabalha, buscando de forma o mais mecanicamente impossível, o ideal que muitas pessoas procuram “perfeição”. Ora, seguindo nessa ideia de “o melhor no que faz”, podemos ver exemplos como o de Adam, e outros que chamam a atenção como Nina, interpretada por Natalie Portman em Cisne Negro. O que podemos notar é como o comportamento humano em sua busca pelo seu ideal próprio por vezes pode se tornar obsessivo, e acabar com toda a beleza de viver aquilo que se ama. Usados por vezes como sinônimos , amor e paixão se confundem, e não são só na carreira os exemplos ofertados, muitas vezes nós apresentamos diversos desses lapsos de procura pela perfeição. Num exemplo mais cotidiano é bem verdadeira essa metáfora do “ideal de perfeição”,  nos nossos relacionamentos ,por vezes de aparência ,ou nos nossos critérios de seleção pessoal taxamos o que não nos agrada ,“feia”, “gorda”, “pobre”, e assim vamos descartando as opções inviáveis, como análise curricular você realmente seleciona o que te agrada, o que chega o mais próximo do ideal possível.

A verdade que move a turbina de movimento e culmina com o ápice das relações humanas é única e exclusivamente traduzida em uma palavra: completude. Procuramos alguém que nos complete de alguma forma, que se sobreponha aos nossos defeitos, que seja tudo aquilo que nós queremos ser, que sejam tudo aquilo que almejamos. Nossa busca pela perfeição é constante ,é exigente. Será que estamos misturando fantasia com realidade, ou apenas superestimando as pessoas que nos cercam?

A linha entre fantasia e realidade não é tão distante assim, buscamos alguém que nos seja o mais interessante possível, acalentados pelos nossos sonhos infantis ou até mesmo os ainda não vividos, tentamos acelerar o processo da procura, e vamos nos tornando mais críticos a cada nova oportunidade. O toque de surrealismo vai moldando o pensamento, e sempre a desculpa do “não dá certo por isso ou aquilo” começa a desmotivar, parece que não existe ninguém à altura. Bom, parece que o defeito não é nos outros no fim das contas, não é mesmo? Realidade você queria, realidade você tem! Solidão bate à porta. Pra quem esperava companhia, agora essa se faz presente.Aguenta ai!

Esquecemos as vezes que a completude se dá com as diferenças, é algo com o qual aprendemos a conviver, é como ter um produto e “entender” como ele funciona, dando uma batidinha aqui, ou ligando de um “jeitinho”  especial. Claro que a primeira vista é todo perfeito, mas com o tempo a necessidade te faz aprender a conviver, mesmo com cada defeitinho que ele apresenta. O entendimento de “ideal” é de que ele não precisa ser perfeito pra todos, Se servir pra você tá de bom tamanho. Não desista tão fácil, pra tudo existe um “jeitinho especial”.